Ficha em revisãoConteúdo científico de trabalho, pesquisado em 22/09/2026 e ainda não publicado oficialmente. Nada aqui deve ser citado como versão final.
O que falta revisar
  • Confirmar a ficha corrente diretamente na Flora e Funga do Brasil
  • Conferir a distribuição estadual atual
  • Revisar as subespécies e a circunscrição aceita
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  • Preparar o texto editorial só com fatos aprovados e registrar a data da revisão

Caryocaraceae  /  Malpighiales

Caryocar brasilienseCambess.

pequi

CEF-TAX-000001  ·  Ficha V1.0

Conhecido como pequi, é uma espécie nativa do Brasil, não endêmica, com ocorrência confirmada no Cerrado. As flores são grandes, creme-amareladas e lembram um pincel. No Brasil Central, foram estudadas como polinizadas principalmente por morcegos que se alimentam de néctar.

Flores reais de Caryocar brasiliense (pequi)
Fotografia real · João Medeiros · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons
Ilustração botânica preservada no detalhe circular.

01Identidade

Nome científicoCaryocar brasiliense Cambess.A
FamíliaCaryocaraceaeA
OrdemMalpighialesA
GêneroCaryocarA
Nome popularpequiA
Publicação originalFlora Brasiliae Meridionalis 1: 322 (1828)A
SinônimoAcantacarix pinguis Arruda ex KosterA
ID Flora e Funga do BrasilFB6688 (recuperado por fonte derivada)B
Nota taxonômicaO Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil registra duas subespécies: C. brasiliense subsp. brasiliense e subsp. intermedium. Informações da espécie não são transferidas automaticamente para as subespécies, nem o contrário. A circunscrição aceita ainda será conferida na versão corrente da Flora e Funga do Brasil.

02Distribuição

As duas listas vêm de fontes, épocas e recortes taxonômicos diferentes. Elas aparecem lado a lado, sem serem fundidas, até a conferência direta na Flora e Funga do Brasil. B

nas duas fontessó em Checklist histórica JBRJsó em Rede de Sementes do Cerrado

Checklist histórica JBRJ

Escopo: subsp. brasiliense

Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pará, São Paulo

Rede de Sementes do Cerrado

Escopo: espécie, com base na Flora e Funga do Brasil (consulta de 28/07/2025)

Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Piauí, São Paulo, Tocantins

Domínios fitogeográficos

Fonte: Rede de Sementes do Cerrado

  • Amazônia
  • Caatinga
  • Cerrado
  • Mata Atlântica
  • Pantanal

03Habitat e forma de vida

Hábito variável. As fontes indicam árvore e, em alguns tratamentos ou condições, arbusto ou subarbusto. O CNCFlora descreve indivíduos que podem passar de 10 m e associa a variação de porte à fertilidade do solo ou a fatores genéticos. B

Ambientes documentados

  • Cerrado sentido restrito
  • Cerrado denso
  • Cerradão
  • Floresta estacional semidecidual (mencionada na avaliação CNCFlora de 2012)

04A flor

Gribel & Hay (1993) descrevem flores grandes, creme-amareladas, com uma arquitetura que lembra um pincel: muitos estames longos se abrem ao redor do centro.

Florcreme-amarelada
Gribel & Hay, 1993 A

A cor fica registrada como observação documentada, ligada à estrutura da planta, e não como atributo tirado de fotografias.

05Floração e frutos

Não existe um calendário único do pequi para todo o país. Cada linha mostra o que um estudo observou em um lugar. Alocal / C nacional

Eventos por local e estudo
Local e fontejanfevmarabrmaijunjulagosetoutnovdez
Montes Claros, MGLeite et al., 2006 · 3 anos de observaçãofloraçãofloraçãopico de floraçãoinício dos frutosfloração na seca; frutos seguem na estação chuvosa
Área em Minas Geraisestudo citado por Leite et al., 2006floraçãofloraçãofloração
Distrito Federalestudo citado por Leite et al., 2006floraçãofloraçãofloraçãofloraçãofloraçãofloração após a emissão de folhas novas
Síntese nacionalCNCFlora, 2012frutosfrutosfrutosprincipalmente jan–mar; admite frutos fora desse período
Alto Rio Grande, MGVilela, Carvalho & Vieira, 2008frutosfrutosmelhor período de coleta de frutos maduros
frutosinício dos frutosfloraçãopico de floraçãoestação seca (aprox.)

06Polinização

Polinizadores principaisMorcegos nectarívoros (glossofagíneos)incluindo Glossophaga soricina e Anoura geoffroyi.
OcasionaisOutros visitantesOutros morcegos e esfingídeos, registrados como potenciais polinizadores ocasionais.
Sistema reprodutivoAutocompatívelFrutificação significativamente maior em cruzamentos do que em autopolinização.

Escopo: Cerrado do Brasil Central. Fonte: Gribel & Hay, 1993. Alocal

07Conservação

A espécie e a subespécie têm avaliações separadas, com datas diferentes. Uma não herda a categoria da outra.

Caryocar brasiliense

CNCFlora, avaliação de 2012 Ahistórica

LC · Menos preocupante

Baseada, entre outros fatores, na ampla distribuição.

C. brasiliense subsp. intermedium

CNCFlora, avaliação de 2023 A

EN · Em perigo

Critério: B2ab(i,ii,iii)

08Usos e pressões

Uso documentadoO CNCFlora registra valor econômico e uso alimentício.
Evidência ecológicaA literatura sobre fenologia e extrativismo aponta que a remoção intensa dos frutos pode afetar a regeneração local.

Estes são registros de uso e de evidência. O atlas não faz recomendações de manejo ou de consumo.

09Confiança dos dados

CampoNívelSituação
Nome científicoAconfirmado em checklist oficial (JBRJ/GBIF)
FamíliaAconfirmada
Nome pequiAdocumentado
SinonímiaAchecklist oficial
Ocorrência no CerradoAconfirmada
Distribuição estadual atualBrequer conferência direta final
Forma de vidaBvariação precisa de contexto
Cor e morfologia floralAartigo científico
FenologiaAlocal / C nacionalbons estudos locais; não generalizar
PolinizaçãoAlocalestudo ecológico específico
Conservação da espécieAhistóricaavaliação CNCFlora 2012
Conservação da subsp. intermediumAavaliação CNCFlora 2023

Entenda os níveis A, B, C e D na metodologia.

10Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil. Checklist oficial do JBRJ disponibilizada no GBIF, táxon 6688.
  2. Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil. Caryocaraceae.
  3. CNCFlora. Avaliação de Caryocar brasiliense (2012).
  4. CNCFlora. Avaliação de Caryocar brasiliense subsp. intermedium (2023).
  5. Gribel, R.; Hay, J. D. Pollination ecology of Caryocar brasiliense in Central Brazil cerrado vegetation. Journal of Tropical Ecology 9(2):199–211, 1993. DOI
  6. Leite, G. L. D. et al. Phenology of Caryocar brasiliense in the Brazilian cerrado region. Forest Ecology and Management 236:286–294, 2006. DOI
  7. Vilela, G. F.; Carvalho, D.; Vieira, F. A. Fenologia de Caryocar brasiliense no Alto Rio Grande, sul de Minas Gerais. CERNE 14(4):317–329, 2008.
  8. Rede de Sementes do Cerrado. Ficha baseada na Flora e Funga do Brasil, consulta declarada em 2025.

Pesquisa: 22/09/2026 · CEF-TAX-000001 · Ficha V1.0 · dados estruturados (JSON)