Mauritia flexuosa
Não foi encontrada uma avaliação CNCFlora nominal clara nesta rodada.
Arecaceae / Arecales
buriti
CEF-TAX-000004 · Ficha V1.0
O buriti é uma palmeira de ampla distribuição na América do Sul tropical e uma das espécies mais características das veredas do Cerrado, onde pode dominar a zona mais úmida. É dioica: há plantas masculinas e plantas femininas. Não é endêmica do Cerrado nem do Brasil.

| Nome aceito | Mauritia flexuosa L.f. | A |
|---|---|---|
| Família | Arecaceae | A |
| Ordem | Arecales | A |
| Gênero | Mauritia | A |
| Publicação original | Supplementum Plantarum: 454 (1782) | A |
| Nome popular no Brasil | buriti | A |
| Sinônimos principais | Mauritia vinifera Mart.; Mauritia minor Burret; Mauritia setigera Griseb. & H.Wendl.; Saguerus americanus H.Wendl. O Kew/POWO registra sete sinônimos no total. | A |
O Kew/POWO registra distribuição nativa ampla, de Trinidad à América do Sul tropical. Esta ficha não fixa uma lista de estados brasileiros: a distribuição por estado e por domínio será conferida na Flora e Funga do Brasil, sem misturar a distribuição sul-americana com as ocorrências validadas no Cerrado. A
Países
Fonte: Kew/POWO
Regiões do Brasil
Fonte: Kew/POWO
O Kew descreve o buriti como árvore de bioma tropical úmido. No Cerrado, é elemento marcante das veredas: comunidades de plantas de solos encharcados, frequentemente em cabeceiras, importantes para a água e a biodiversidade. Publicações de 2026 descrevem as veredas como áreas úmidas alimentadas por águas subterrâneas e dominadas pelo buriti, e mostram que a história dessas áreas ao longo de 20 mil anos variou por região, conforme o clima. Esses dados do passado ficam separados das ocorrências atuais. A
Ambientes documentados
O buriti é dioico: cada planta produz só um tipo de flor. Isso muda a leitura de vários dados, como floração, produção de frutos e algumas interações com a fauna, que podem depender do sexo da planta.
Produz flores estaminadas, com pólen. Não forma frutos.
Produz flores pistiladas, que formam os frutos.
A morfologia detalhada das flores masculinas e femininas ainda será documentada antes da publicação.
O único estudo fenológico desta ficha é de restinga, no litoral do Maranhão. Ele não serve como calendário das veredas do Cerrado, que ainda precisam de dados próprios. Alocal
A hipótese antiga não é apagada: fica registrada com sua fonte, ao lado da evidência que a revisou.
Escopo: Roraima, três tipos de habitat. Fonte: Khorsand Rosa & Koptur, 2013. Alocal
A espécie e o ambiente onde ela vive têm situações diferentes. Uma espécie pode não ter categoria de ameaça elevada e, ainda assim, depender de um habitat sob pressão.
Não foi encontrada uma avaliação CNCFlora nominal clara nesta rodada.
É um modelo preditivo, não uma avaliação oficial. Fica registrado, mas não substitui a categoria nacional.
A literatura científica documenta ameaças e alterações nas veredas: mudanças no lençol freático, seca e perturbações humanas.
Usos medicinais aparecem como registro. O atlas não faz recomendações de saúde nem de manejo.
| Campo | Nível | Situação |
|---|---|---|
| Nome aceito | A | Kew/POWO |
| Autoria | A | confirmada |
| Família | A | confirmada |
| Sinonímia | A | Kew/POWO |
| Distribuição sul-americana | A | Kew |
| Endemismo do Cerrado | A | não endêmica |
| Associação com ambientes úmidos | A | múltiplas fontes |
| Associação com veredas | A | literatura científica |
| Dioicia | A | literatura reprodutiva |
| Polinização pelo vento | Alocal | experimento em Roraima |
| Fenologia Maranhão | Alocal | estudo de 2009 a 2012 |
| Usos humanos | A/B | Kew + literatura etnobotânica |
| Interações com fauna | A/B | validar relação por relação |
| Conservação nacional | D | não confirmada nesta rodada |
| Pressão sobre veredas | A | literatura científica |