Ficha em revisãoConteúdo científico de trabalho, pesquisado em 23/09/2026 e ainda não publicado oficialmente. Nada aqui deve ser citado como versão final.
O que falta revisar
  • Consultar CNCFlora/JBRJ, lista federal e listas estaduais para a conservação
  • Revisar o escopo das subespécies antes de publicar
  • Documentar região e fonte de cada nome popular
  • Curar os usos tradicionais por fonte e região
  • Buscar fotografias licenciadas, incluindo os morfos longistilo e brevistilo
  • Legendar polinizadores só com identificação confiável e direitos claros

Rubiaceae  /  Gentianales

Palicourea rigidaKunth

bate-caixa, douradinha, douradinho-do-cerrado e outros nomes regionais

CEF-TAX-000005  ·  Ficha V1.0

Subarbusto ou arbusto de flores tubulares, amplamente distribuído nos Cerrados brasileiros. É distílico: cada planta tem um de dois tipos de flor, e a formação de frutos depende do cruzamento entre eles. No Distrito Federal, foi estudado como polinizado principalmente por um beija-flor.

Inflorescência real de Palicourea rigida
Fotografia real · Denis Conrado · CC BY 3.0 · Wikimedia Commons
Ilustração botânica preservada no detalhe circular.

01Identidade

Nome aceitoPalicourea rigida KunthA
FamíliaRubiaceaeA
OrdemGentianalesA
GêneroPalicoureaA
Táxons infraespecíficossubsp. rigida; subsp. hirtella (Müll.Arg.) Steyerm.; registros associados a subsp. strepensA/B
Sinônimos principaisPsychotria rigida Bredem. ex Schult.; Psychotria noxia A.St.-Hil.; Palicourea aurata Mart.; Palicourea diuretica Mart.; Uragoga rigida (Bredem. ex Schult.) KuntzeA
Nomes regionaisbate-caixa, douradão, douradinha, douradinho-do-cerrado, erva-de-rato-grande, gritadeira, gritadeira-do-campo, tangaracaB
Nenhum nome é “o” nomeAs fontes registram vários nomes populares, e nenhum é universal. Eles aparecem em ordem alfabética até que cada um tenha região, fonte e comunidade documentadas. Espécie, subespécies e sinônimos também ficam separados: dados de uma subespécie não migram para a espécie inteira.

02Distribuição

A literatura científica caracteriza a espécie como amplamente distribuída nos Cerrados brasileiros e presente em outras savanas neotropicais. A Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo documenta ocorrências no estado. A lista completa de estados será conferida na Flora e Funga do Brasil. A

Distribuição

Fonte: literatura científica

  • Cerrados brasileiros
  • Outras savanas neotropicais

03Habitat e forma de vida

Subarbusto ou arbusto, conforme o tratamento e a população. Estudos anatômicos e ecológicos documentam a espécie em diferentes fisionomias do Cerrado. A

Ambientes documentados

  • Cerrado sentido restrito
  • Campo cerrado
  • Ambientes rupestres
  • Outras formações abertas e savânicas (conforme a região)

04A flor e seus dois tipos

As inflorescências são terminais e tirsóideas, com flores tubulares de base gibosa. Há um disco nectarífero acima do ovário e nectários na face externa da corola, na forma de tricomas glandulares. Em populações estudadas, cada flor pode durar apenas um dia. A variação de cor vai das hastes da inflorescência até as partes da flor.

Florlaranja a vermelho
Doria, 2020 (variação geográfica) A
Flor, em alguns contextosamarela
tratamentos botânicos B

O atlas não escolhe uma única cor: a diversidade fica registrada com população e fonte.

Longistilaestigma no alto Brevistilaanteras no alto estigmaanteras

Distilia: duas formas de flor

Na mesma população existem dois morfos. Na flor longistila, o estigma fica no alto e as anteras embaixo; na brevistila, o contrário. Eles também diferem na forma do estigma e no pólen.

  • Experimentos mostraram incompatibilidade heteromórfica: os cruzamentos entre morfos diferentes são os que funcionam.
  • Autopolinização e cruzamentos entre flores do mesmo morfo encontram barreiras ao crescimento do tubo polínico.
  • Estudo em populações do Brasil Central confirmou a hercogamia recíproca (Consolaro et al., 2010).

05Floração

Os estudos descrevem ciclos e estações, não meses exatos. Por isso esta ficha não mostra calendário mensal. Alocal / B regional

população estudada de 1993 a 1995Fazenda Água Limpa, DFDois ciclos anuais de floração, com intensidades diferentes. O principal ocorreu durante a estação chuvosa.
Consolaro et al., 2010Cerrados do Brasil CentralPeríodo de floração longo e concentrado nas chuvas.

06Polinização

Polinizador principalBeija-florColibri serrirostris, com comportamento territorial.
Polinizadores adicionaisOutros animaisOutros beija-flores, abelhas, mariposas e borboletas.
Estudos posterioresPadrão confirmadoContinuam caracterizando a espécie como tipicamente polinizada por beija-flores.

Escopo: Fazenda Água Limpa, Distrito Federal. Fonte: estudo da população da Fazenda Água Limpa. Alocal

Uma visita isolada à flor não é tratada como polinização comprovada.

07Conservação

A categoria oficial não foi confirmada com a qualidade exigida nesta rodada. Isso não significa “não ameaçada”, “pouco preocupante” nem “sem risco”.

Palicourea rigida

Status nacional D

Não confirmado

Antes da publicação: consultar CNCFlora/JBRJ, lista federal vigente, listas estaduais e avaliações internacionais aplicáveis.

08Usos tradicionais

RegistroFontes terminológicas e secundárias associam usos populares e medicinais a nomes vernaculares da espécie.
O que o atlas separaUso tradicional documentado, alegação popular, estudo fitoquímico, evidência farmacológica, ensaio clínico e recomendação oficial.

Estes registros não são recomendação terapêutica. Uma ficha botânica não é orientação de saúde.

09Confiança dos dados

CampoNívelSituação
Nome aceitoAFlora e Funga do Brasil
FamíliaAFlora e Funga
SinonímiaAFlora e Funga
Estrutura infraespecíficaA/Brevisar escopo antes de publicar
Distribuição ampla no CerradoAliteratura científica
DistiliaAestudos experimentais
Incompatibilidade heteromórficaAestudos experimentais
Morfologia floralAestudos reprodutivos
Polinização por Colibri serrirostrisAlocalFazenda Água Limpa
Outros polinizadoresAlocalpopulação estudada
Dois ciclos de floraçãoAlocalpopulação estudada
Floração principal nas chuvasA/B regionalBrasil Central
Variação geográficaApesquisa específica
Conservação nacionalDnão confirmada nesta rodada
Usos tradicionaisB/Ccuradoria por fonte e região

Entenda os níveis A, B, C e D na metodologia.

10Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil. JBRJ. Palicourea rigida Kunth.
  2. Consolaro, H. et al. Biologia reprodutiva e distilia em Palicourea rigida H.B. & K. (Rubiaceae) em Cerrados do Brasil Central. Acta Botanica Brasilica 24(3), 2010. DOI
  3. Machado, A. O. Biologia reprodutiva e polinização de Palicourea rigida H.B.K. (Rubiaceae). Universidade de Brasília, 1995.
  4. Doria, M. J. W. Geographical phenotypic variation and reproductive system of a distylous Rubiaceae in the Brazilian Cerrado. UNESP, 2020.
  5. Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, vol. 5. Rubiaceae.
  6. Dicionário Terminológico Bilíngue de Plantas. ESALQ/USP.

Pesquisa: 23/09/2026 · CEF-TAX-000005 · Ficha V1.0 · dados estruturados (JSON)